domingo, 12 de maio de 2013

                              O BEM E O MAL



               Para abordarmos o tema de forma séria e compreensiva não podemos deixar de buscar os conceitos religiosos a respeito, pois são neles que encontraremos todos os princípios e toda forma de interpretação.
           Deus é a representação do Bem legando-nos o Céu e a eterna felicidade.  O diabo é a representação do mal, legando-nos o inferno e o fogo eterno.
              Em pleno século XXI estes ensinamentos mitológicos não mais impressionam, pois sabemos que nossa felicidade nós mesmos é que temos que construí-la e que por nossa infelicidade somos os agentes responsáveis.
              Sendo o homem aquilo que ele pensa, onde ele estiver levará consigo seu Céu ou seu inferno, pois a Justiça   de Deus encontra-se em sua consciência, agir no "BEM" ou no "mal" faz parte de seu livre arbítrio; assim as Leis da Natureza serão para com ele implacáveis (leis de causa e efeito, ou de ação e reação).
              A este respeito usarei algumas frases de efeitos pinçadas nas leituras que fiz sobre o assunto traçando alguns comparativos, onde pude observar que a causa de todos os males da humanidade encontra-se no egoísmo(Ego), e ele só enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a material e que ambos "bem e Mal" personalizam o amor que é libertação e o egoísmo, que é cárcere.
              "O mal que nos fazem, não nos faz mal. O mal que nos faz mal e o mal que fazemos, pois nos torna homens maus."
              "O Bem é tudo o que é conforme a Lei de Deus...Assim, fazer o Bem é proceder de acordo com as Leis de Deus."
              "O mal é a antítese do Bem...O mal é tudo que é contrário a Lei de Deus...Fazer o mal é infringi-la."
              "O Bem é a única realidade eterna e absoluta, o destino final da criação".
              "O mal é apenas um estado transitório, tanto no plano físico, no campo social, como na esfera espiritual".
              "O Bem é a substância intrínseca de tudo que existe".
              "O mal é como a fogueira. Se não encontra combustível acaba por si mesma".
              "O Bem é o movimento na escala ascensional para a Divindade".
              "O mal é consequência da imperfeição humana sendo a geratriz de desequilíbrios, frustrações e insuportável solidão".



Oficina de Leitura
Marilia 17/05/2012
Dirceu Gomes da Silva
 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


O Bem e o Mal: um enigma para a humanidade.
Mais uma tarefa nos é proposta: refletir sobre o bem e o mal. Muitas ideias me vêm à cabeça num turbilhão e me vejo diante da dificuldade em organizá-las e me pergunto: “Valerá a pena tentar”?
Além do mais já estou próxima em anos de uma nova década e confesso que sentimentos contraditórios de dúvida, tristeza, angústia e alegria me invadem. Assim, alegria pela minha caminhada até hoje, com tropeços e  erros como todo ser humano, mas com muitas coisas boas e muitas realizações. Por outro lado, penso no futuro e me entristeço, ( Será a visão da morte, como escreve Lya Luft, me espreitando, palitando os dentes e preparando o bote? E continua a escritora... “Quando trabalhamos ou nos divertimos, ela passeia pelas praças, sobe nos telhados mais altos e aponta aqui e ali seu dedo ossudo: este, esta, aquela, as várias num só golpe”) e me pergunto tristemente: estarei na próxima leva?
Mas continuo vivendo, fazendo o bem e evitando praticar o mal e me pergunto como no bolero antigo: “Hasta quando? Hasta quando?”.
Mas deixando de lado perguntas para as quais não tenho absolutamente respostas passo a tentativa de refletir sobre o angustiante dilema entre o bem e o mal.
Não se trata de discutir se o mal existe. Isto é um fato. Trata-se de defini-lo. Eis aí o foco do problema, como conceituá-lo?
Platão, filósofo ateniense do IV séc.  A.C, discípulo de Sócrates, assim se exprime: “O Bem é uma ideia ou forma (do grego eidos) que se encontra acima do intelecto humano, tem existência independente da multiplicidade das coisas existentes no mundo e é participada de modo imperfeito por elas (Ramos, p. 14) .  Coisas que existem no mundo sensível são cópias dessas formas que são a realidade em si.
Continuando o pensamento de Platão: “O Bem é a finalidade do homem que quer atingir a sabedoria. O contrário dele, o mal, reside na busca da satisfação dos sentidos. O mal jamais habita na esfera celeste junto aos deuses, mas sim na natureza humana mortal. O corpo é a raiz do mal pois é a fonte dos desejos insensatos, paixões, discórdias, inimizades,guerras, loucura, etc.” (idem p. 15)
Por outro lado, líderes religiosos usam, muitas vezes, nas suas pregações, a figura do ”demônio como a personificação do mal, responsável por todos os males e dotado de poderes incalculáveis para executar a maldade na sociedade”. (idem, p. 10) Durante a vida terrena haverá sempre a luta entre Deus e o demônio e no final dos tempos os pecadores serão condenados e os justos recompensados com a vida eterna e feliz.
Para os maniqueístas (seguidores de Mani, nascido na Pérsia no sec. III), o homem tem uma natureza boa e outra má em constante luta e no final dos tempos o Bem vencerá o mal.
Santo Agostinho, seguidor de Platão, embora já cristianizado, se coloca contrário às ideias maniqueístas negando o mal ontológico.  Para ele, o mal é nada mais que ausência ou carência do Bem. O homem, criatura de Deus, possui o livre-arbítrio que Santo Agostinho entende como bem, que o aproxima do mundo racional e elevado e de Deus, que através da graça, faz o homem escolher o bem. “Há no mal um movimento de distanciamento e perda do homem em relação a Deus, movimento este que é perda do bem.” (idem pag. 32) É o homem que se aproxima das coisas inferiores, das paixões, da vaidade e do orgulho.
E assim Santo Agostinho afirma que o mal não tem valor ontológico, sendo apenas a ausência do Bem, ou seja, “não há um mal existente por si só, que teria tanto grau de ser quanto o bem.” (idem pag. 33)
Essas ideias colocadas resumidamente no presente texto mostram algumas posições, que tiveram, nos séculos posteriores, vários desdobramentos.
É interessante abordar ainda a visão do mal nos tempos atuais. Assim, Zanoni, autor já citado, buscou ainda a ideia central de uma filósofa judia, Hannah Arendt, que aborda o tema do mal no seu livro “Eichman em Jerusalém: um relato da banalidade do mal”. Como já é de domínio público, Eichman, político alemão, colaborador do nazismo e réu acusado de crime de perseguição e morte de judeus, foi julgado e condenado à pena de enforcamento. Arendt, enviada pela revista “The New Yorker” para acompanhar o referido julgamento, se viu em uma posição bastante difícil e desconfortável. Sobre Eichman, obviamente, pesava todo o ódio, desprezo e desejo de justiça de um povo massacrado pelo regime ditatorial e impiedoso de Hitler principalmente contra os judeus e que até hoje nos causa horror, tristeza e “espanto”. Esta palavra foi por mim retirada de um depoimento dado por Ferreira Gullar à revista Veja (26/9/2012). Dentre os assuntos abordados, ele enfatiza que só consegue escrever poemas a partir de um espanto diante da vida; a poesia não nasce somente pela vontade da gente, ela nasce de algo que não se sabe, mas nos provoca. A tudo isso ele denomina “espanto”.
Apesar de tudo, Arendt sabia que seu relato não deveria ser conduzido pelas emoções somente, mas também pela razão. Seu dilema se centraliza na questão: do que Eichman seria culpado?  Da morte de seis milhões de judeus ou de alguns que ele prendeu e levou para morrer? A partir dessas perguntas, Hannah Arendt procurou respostas nos próprios atos praticados pelo réu em questão.
Na avaliação do comportamento de Eichman, Arendt usou a palavra banal para se referir ao mal cometido por ele, isto é, sem profundidade e com ausência de enraizamento em alguma maldade. E assim entende: “o que Eichman tinha de maldade estava nas suas ações e não na sua essência” (idem pag. 39), recusando assim a ideia do mal ontológico.
Sobre o pensamento de Arendt, Hélio Shwartsman, no jornal Folha de São Paulo de 13/05/12, escreve um artigo baseado em um experimento conduzido pelo psicólogo Philip Zimbardo em 1971, que procurou mostrar o comportamento de pessoas que estariam supostamente “presas”. Algumas pessoas se apresentaram voluntariamente diante do psicólogo da Universidade de Stanford para serem submetidas à pesquisa. Por sorteio, um grupo ficou com o papel de guarda e o restante com o de prisioneiro. Os “guardas” deveriam apenas assustar “os prisioneiros”, mas o experimento saiu de controle e os “guardas” foram se tornando cada vez mais cruéis e os “prisioneiros” aceitando cada vez mais os castigos e as humilhações sofridas. Basta uma pressãozinha do grupo para uma pessoa normal se enfronhar na barbárie e julgá-la a coisa mais natural do mundo. É o que Hannah Arendt chamou de banalidade do mal.
Como vimos através de rápidas pinceladas sobre o tema em questão, muitas dúvidas ainda persistem e não se chega a uma conclusão que satisfaça plenamente. Certeza mesmo não existe quando nos referimos à vida na sua fluidez.
Penso que, instintivamente, sabemos que o mal e o bem existem como ações, como comportamentos, julgados de acordo com regras morais, políticas, religiosas que variam de acordo com a época histórica e o grupo social. Ricoeur, por exemplo, não reconhece no homem uma essência má, e sim uma fragilidade que possibilita ao homem a agir mal. Para ele, o mal surge acidentalmente, no decorrer da História.
Todo o mal praticado resulta no mal sofrido por alguém. É o mal moral e por isso quem o praticou deve ser castigado. Antes de buscarmos a explicação fora de nós (deuses ou o diabo) devemos atuar ética e politicamente contra o mal.

Celia





segunda-feira, 17 de setembro de 2012


Sobre o bem e o mal
Como dois lados de uma moeda, o bem e o mal se implicam mutuamente, negam-se, misturam-se distinguem-se, convivem em complexa relação.
Olhando-os em separado, eles podem ser associados cada qual com um conjunto de afetos, sentimentos, atitudes e valores. Ao bem se vinculam o amor, a compreensão, o companheirismo, a caridade, o perdão, a abundância, a disposição em ajudar, a realização de ações que beneficiam o outro e suscitam no sujeito da ação sentimentos de bem-estar, satisfação, alegria, plenitude. Ao mal, por outro lado, vinculam-se o ódio, a vingança, a incompreensão, o golpe mortal, a inveja, a trapaça, o roubo, a miséria, o desejo de fazer sofrer, a realização de ações que destoem o outro e geram desarmonia, desequilíbrio, infelicidade, desassossego, desunião, aniquilamento.
Tomados, porém, em sua dinâmica relação no interior da existência humana, a aparência dualista se desfaz e, em sua essência, o bem e o mal são elementos que compõem uma unidade na qual eles podem se apresentar com nuances nem sempre percebidas à primeira vista.
No conto de Guimarães Rosa, “A hora e a vez de Augusto Matraga”, a personagem-título mata o bandido que quer assassinar uma família inteira; no combate com o facínora, também ele morre, mas morre feliz. Teria feito o bem? Ou seria um mal o que fizera? Para a família ameaçada teria sido, muito provavelmente, além de um grande alívio, um bem incomparável, mas para a família do bandido, talvez tenha sido um grande e irreparável mal. Oproprio MAtraga fora considerado um homem mau durante uma fase de sua vida; depois mudou seu comportamento, optando pelo assim chamado “caminho do bem”. Mas, ainda assim, depois da suposta conversão, há um momento em que se sente tentado a acompanhar as façanhas de malévolas intenções do bando de Joãozinho Bem-Bem, o mesmo bandido a que m matou ao final de sua vida.  Na mesma pessoa de Matraga, o bem e o mal se manifestam.
Se Matraga pode ser considerado como a simbologia do homem universal, então podemos argumentar, considerando sua história, que o homem, ao constituir-se como um ser humano, convive com as possibilidades de enfrentamento de situações que o colocam entre o bem e do mal e com todos os desafios que lhes são postos em cada escolha que fazem.
Stela Miller
Marília, junho/2012.

Livre trânsito

A possibilidade de ser o que sou, mas também ser Outra flutua entre o assustador e o encantamento. Luz e trevas caminham lado a lado e, às vezes, se cruzam, resultando tons cinza como madrugada de filme em preto e branco. É nessa sobreposição de tons que me acho e me encontro e encaro o espelho. Mas a imagem refletida não traz o rosto conhecido. Traços duros, olhos acesos, nariz adunco, queixo proeminente e um esgar de maldade no canto distorcido da boca. Completamente em transe me deixo levar e atravesso o limiar tênue que divide o bem e o mal. A Outra tudo pode, porque não se submete, porque não peca, porque não teme. E, por assim ser, transita plácida pelo submundo do crime premeditado. O punhal afiado, o corpo inimigo, o doce encontro dos dois... o jorrar do sangue... o tapete encharcado... o olhar sem vida... o prazer do dever cumprido. Fome! O levantar e descer do punhal resulta em fome avassaladora.
A luz incide na superfície do espelho indicando o fim do transe. Agora, a moldura encerra quadro com cena horripilante de corpo, sangue, tapete, punhal. Onde o espelho? Onde a Outra?
Abro a geladeira e me abasteço com o que há de melhor. O suor teima em escorrer pela face. Com gesto suave, deslizo os dedos para deter as gotas que mancham minha mão e o branco guardanapo de um vermelho vibrante...

Maria Ivone Pandolfi
10/05/2012

Faz bem, faz mal


                       Faz Bem
                       Faz mal.

Desde criança até hoje, esta história de BEM e MAL, BOM e MAU me desarranja a cabeça.
No Sítio Água do Norte, lá pelos idos dos anos 50, ouvia com freqüência as sentenças “julgatórias”:-
“Não porque FAZ MAL!” ou:-
“Sim porque FAZ BEM!”, em ocasiões as mais diversas.
Assim:-
Não coma manga depois de beber o leite!
Por quê?
Porque FAZ MAL!
Engula sem caretas esta canecada de chá de losna, ou esta colherada de óleo de rícino!
Por quê?
Porque FAZ BEM!
E pronto!
Nos idos de 60:-
Não lave a cabeça hoje. Você está em “dias de regras”.
Por quê?
FAZ MAL. O sangue sobe pelas cabeças!
Não olhe para aquele rapaz! Nem pense em namoro com ele.
Por quê?
Não é gente BEM. Pode lhe fazer MAL.
E Pronto!
Anos 70, 80:-
Não eduque seus filhos assim!
Por quê?
Porque não se sabe se FAZ BEM ou se FAZ MAL.
Anos 90, século XXI, ainda não sei o que é o BEM e o que é o MAL.
Se foi BOM, se foi MAL! Se fui BOA, se sou MÁ.

Iraci Pereira Mesquita de Melo

Oficina de Leitura – UNATI – 2012

Primeiro CICLO DE LEITURA 2012

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

UNATI – OFICINA DE LEITURA
ENCERRAMENTO DO 4 º CICLO DE LEITURA - 2011.
TEMA: SERVIDÃO VOLUNTÁRIA
TEXTO “DISCURSO DA SERVIDÃO VOLUNTÁRIA” de ETIÉNNE DE LA BOETIE
COLETÂNIA DOS TEXTOS INDIVIDUAIS – produzidos no dia 22/11/2011
SERVIDÃO VOLUNTÁRIA
A princípio, parece que a servidão voluntária não é o constante, mas caso esporádico.
Agora, porém, estou a pensar que ela se faz presente muitas vezes em razão de nossa afetividade, de nosso amor e respeito pelas pessoas.
Em razão disso, voluntariamente deixamos de nos rebelar, de nos mostrarmos contrários ao que querem de nós, por amor e respeito às pessoas, pelo desejo de não as contrariar.
BENEDITA PINHEIRO
ENTENDO que o HOMEM age em função do interesse, que por sua vez é fundamentado em necessidades.
A liberdade é mesmo natural?
ARLÊTA NÓBREGA ZELANTE
SERVIDÃO quando VOLUNTÁRIA nem sempre significa a submissão à vontade de outrem, pode ser por prazer de ajudar e se sentir útil.
JOSÉ CARLOS CAETANO
MEU PARECER sobre “Servidão voluntária.”
O que leva um indivíduo a servir? NECESSIDADE/INDIFERENÇA/IGNORÂNCIA/PRAZER/VAIDADE ou RECOMPENSA...
Com certeza em seu íntimo o servidor não está só submetido ao seu senhor. Ele retira do regime proveitos próprios.
CÉLIA GUEDES LICAS
O TEXTO sobre SERVIDÃO VOLUNTÁRIA nos permite, em uma análise política de nosso país, que nós povo e com nosso conhecimento, aceitemos que TIRANOS POLÍTICOS continuem dominando os novos eleitos.
Disso só podemos sair com profunda reforma política que atinjam os TRÊS PODERES.
LUIZ ORTOLONI
PARA MIM, SERVIR é estar com prazer, com LIBERDADE e VONTADE à disposição de ajudar ao PRÓXIMO.
SERVIDÃO é executar tarefas sem prazer quase como OBRIGAÇÃO.
TRINIDADE E. COSENTINO
A SERVIDÃO EXISTE porque vivemos em sociedade: GOVERNO, FAMÍLIA, ESCOLA, LEIS e mais leis...Porém a LIBERDADE é ter JOGO DE CINTURA para viver bem, aproveitando todos os bons momentos da vida.
SONIA ADORNO
A SERVIDÃO VOLUNTÁRIA está presente em determinadas FASES da vida de muitas PESSOAS e em diversas situações. Estou me referindo a MOMENTOS PESSOAIS.
ORCIZA SALGADO
SERVIDÃO não é ESCRAVIDÃO. O escravo não tem opção.
Quem serve muitas vezes tem.
Servidão voluntária é aquela A QUE NOS SUBMETEMOS por VONTADE ou CIRCUNSTÂNCIA e da qual preferimos não sair, por PREGUIÇA, ACOMODAÇÃO ou COVARDIA.
MARIA IVONE PANDOLFI
A TIRANIA utiliza-se dos mais variados instrumentos para DOMINAR, faz com que uma MENTIRA REPETIDA de forma constante torne-se uma VERDADE.
Assim como os ditados: “a mentira tem pernas curtas” e “não se pode cobrir o sol com a peneira”, a TIRANIA é MUITO FRAGIL e tem VIDA CURTA.
DIRCEU GOMES
Para mim as palavras SERVIDÃO e VOLUNTÁRIA são CONTRADITÓRIAS. Quando servimos voluntariamente estamos exercendo a LIBERDADE de ESCOLHA. Então, em minha opinião, só existe o LIVRE PENSAR.
CRISTINA MAEDA SAITO
Hoje em dia, como nos tempos idos, é temeroso afirmar que temos LIVRE ARBÍTRIO para pensar e agir conforme nosso gosto e desejo. Estamos constantemente sendo INFLUENCIADOS por idéias e comportamentos que nos induzem a determinado modo de vida. Nos mais simples atos do cotidiano, nos deixamos levar por trilhas muito bem premeditadas. São as ARMADILHAS com as quais o SISTEMA nos ILUDE a todo MOMENTO e que nos deixam ora ESCRAVOS ora SERVIDORES mas quase nunca VOLUNTÁRIOS.
IRACI P. M. MELO.

Impressões sobre a “Oficina de Leitura”
Maria Cecília Mattoso Ramos
(29/11/2011)


Meio que plagiando D. Rosa de Toledo César, digo que, nas minhas andanças pela Oficina de Leitura da UNATI – Unesp, eu ouvi discussões sobre temas relevantes e pertinentes que me obrigaram a reflexões sérias e... nem sempre agradáveis.
Diante da proposta de trazer para o grupo alguma coisa escrita sobre cada um dos assuntos analisados, devo confessar: identifico-me muito mais com o time da recepção de textos do que com o de produção.
O maravilhoso dom da criatividade passou longe de mim, não fui agraciada com ele. Face à tarefa sugerida, depois de pensar bastante, concluí que, depois de tanta gente boa e competente ter exposto suas ideias brilhantes a respeito dos temas, o que sobraria para eu falar?
Assim, como não consegui produzir qualquer contribuição pessoal, restou-me a possibilidade de levantar das leituras que realizei algo que pudesse ser útil.
Durante as discussões do grupo surgiram outros temas que, por paralelismo ou afinidade, juntaram-se aos originais e, como num jogo de “palavra puxa palavra”, ampliaram os primeiros. Assim, solidão → solidariedade → amigos; coisas boas da vida → amigos, relacionamentos [família → amor → sentimentos, amor →paixão → sexo → alegria → medo → fé → morte, velhice, natureza].
A leitura do texto “Da Servidão Voluntária” suscitou a reflexão sobre facetas que caracterizaram o ser humano desde suas origens, pois, a meu ver, o que nele predomina é o olhar historicizante que projeta o leitor à comparação das ideias da época de sua criação para os dias atuais: tirania, ausência de escrúpulos, corrupção de todo tipo, bajulação, falta de clareza a respeito da concepção de liberdade.
Houve também temas que, talvez inconscientemente, foram apenas tangenciados por serem ao mesmo tempo instigantes e incomodativos, como, por exemplo, medos, velhice, morte, insegurança, comodismo.

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Nosso Grupo de Leitura atualmente apresenta a seguinte formação: Iraci - Existencia; Ivone - Inspiração; J.C. Caetano - Reinvenção; Dirceu - Questionamento; Orciza - Reflexão; Sonia - Articulação; Elci - Entendimento; Cássia - Cordialidade; Dade - Criação; Vera - Saudade; Simone - Aquela que ouve!

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