sábado, 20 de julho de 2013
"HISTORIETA SOBRE DEUSES"
"HISTORIETA SOBRE DEUSES"
Eu estava muito cansado naquele dia, tinha havido muitas atividades estressantes durante o dia todo e parte da noite também.
Sentei-me em minha poltrona predileta para assistir um filme antigo, romântico tipo “água com açúcar”, pois queria relaxar...
...dei uma cochilada e abri os olhos... “Surpresa”! , eu não estava na minha poltrona, mas num banco de mármore ricamente entalhado e polido, ao redor havia um jardim magnífico, todo florido com plantas que eu jamais imaginei que existiriam. Um Éden? Não! Mais que isso, era a morada dos deuses! Parecia o Olimpo, pelos motivos greco-romanos visíveis em toda parte.
Eu podia vislumbrar ao longe sobre um monte verdejante um majestoso Palácio de Mármore incrustado de filigranas douradas, faiscando sob uma luz estranha, porque não havia sol, no entanto toda natureza ao redor estava intensamente iluminada. Pássaros multicoloridos esvoaçavam pelo jardim piando e entoando melodias maravilhosas. Levantei-me apressadamente tentando entender o que estava se passando.
Tinha sido transportado para outra dimensão, ou era mesmo um sonho? Mas tudo era tão real e palpável, eu podia sentir o aroma das flores e a brisa suave em meu rosto. Eu me sentia tão bem que achei que havia morrido e que estava entrando no Paraíso. Estremeci sob este pensamento, pois não pretendia deixar este mundo tão cedo. Havia ainda muito o que fazer para me dar o luxo de “desertar” e ainda por cima quando a vida é muito boa.
Ouvi então atrás de mim uma cantiga de vozes suaves femininas, me voltei e não pude acreditar no que via: “Mulheres maravilhosas”, todas usando roupas claras, semitransparentes e esvoaçantes, dançando e cantando em rodas numa clareira, ao som de liras e flautas executadas por sátiros, e criaturas que eu bem conhecia das histórias que lera quando menino e sonhador.
Fiquei estático apreciando aquele espetáculo único, sendo o único expectador procurei tirar o maior proveito possível do prazer que isto me proporcionava. Em um dado momento uma das moças, vestida de azul celeste, se aproxima de mim com uma flor multicor muito perfumada nas mãos brancas e delicadas e me oferece com um lindo sorriso no rosto, dizendo-me algumas palavras que não pude entender. É claro que aceitei e retribui o sorriso. Ela fez uma pequena reverência e voltou ao grupo. Mesmo que eu entendesse suas palavras eu não teria palavras como resposta, pois eu estava em êxtase.
Antes que eu me recuperasse, uma voz masculina, possante e dominadora fez-se ouvir, vindo não sei de onde, parecia vir de todas as direções. Falava uma língua estranha, mas muito melodiosa apesar de severa. Entendi que chamava atenção das moças que pararam a dança e a cantoria paralisadas e pálidas, fazendo com que os “músicos” debandassem em acelerada correria.
Tentei ver quem falava, mas não era possível, parece que somente as moças e os outros seres é que o viam. Eu podia sentir esta presença dominante, mas não o via.
Estremeci e acreditei que eu tivesse assistido uma cena que era proibida aos mortais, daí a admoestação às moças e talvez a mim mesmo. Esperei o pior, imaginando o castigo que me seria impingido...
Entretanto a entonação da voz mudou e eu podia entender o que ele me dizia, muito embora continuasse sem poder vê-lo:
-Você foi um privilegiado por ter presenciado esta dança proibida aos mortais, que remonta há incontáveis séculos no passado, ela trata-se de um “Ritual de Adoração à Divindade” que é executado por semideusas. No entanto, já que você a presenciou só se recordará dele como se fosse um sonho, mas eu lhe garanto que não foi. Pode contar a quem quiser, pois vão achar que você delirou ou que é um louco...
Então senti a cabeça a girar cada vez mais célere, e vi-me a despencar num abismo sem fundo. A queda parecia não ter mais fim. Durava uma eternidade enquanto eu esperava o impacto final...
Aconteceu o impacto contra o chão da minha sala. Abri os olhos e me vi deitado no assoalho ao lado da poltrona.
Exclamei: - Puxa que sonho legal!
Espera aì! O Que faz esta flor na minha mão?
José Carlos Caetano
Oficina de Leitura-UNATI-UNESP
Marília 05 de novembro de 2012
Salada de deuses
Entre o esvanecer de
Artemis
E os primeiros raios
de Apolo
O levantar de
Poseidon
Desperta Éolo que
sopra
Em forte sussurro:
“Deuses não há!
Deuses não há!”
Abro as portas para
a dúvida:
“Deuses não há?
Morreram os deuses
do Olimpo?
Partiram em naves
rumo ao Nada”
Então percebo que
eles estão presentes
Por aí, brincando,
sorrindo, dançando...
Eros apressa Cronos
Para não perder o
encontro
Se Ares não der o ar
da graça
Hermes armará
barraca na praça
E, se Hera já era
Deixou um manifesto
De afeto por Hefesto
Enquanto seres em
Ceres esperam
Por farta
colheitas...
E eu, pobre mortal,
Rogo a Zeus que
interceda
Que Palas me conceda
seu dom
E fujo do que há de
ser
No reino de Hades
Porque, no fim,
acredite
Quero ser Afrodite.
Uma
pitada de Mitologia
Stela
Miller
Segundo
Sarah Bartlett, “os mitos são a expressão atemporal da imaginação, tanto
coletiva como individual, e da nossa necessidade de compreender quem somos no
universo.” Eles são concebidos pelos mais diferentes povos da Terra sob a forma
de narrativas sagradas que têm por objetivo dar uma explicação para nossa
condição humana, nossa relação com o divino e com a ansiedade e o medo diante
do desconhecido.
Do
ponto de vista de Angelita Viana Corrêa Scárdua, o Mito revela um tempo
histórico que se caracteriza como o “tempo da luta humana para fixar-se como
espécie sobre a face da terra e por isso mesmo um tempo heróico e fabuloso em
que as forças da natureza ora eram vistas como ameaças devastadoras, ora eram
vistas como recursos essenciais à sobrevivência do ser humano. Essas forças
indomáveis do mundo natural tinham para nossos ancestrais a invencibilidade do
sobrenatural, ou seja, daquilo que se sobrepõe à própria natureza e que é maior
e melhor do que ela e, por isso mesmo, a única coisa capaz de gerá-la e
expressá-la: os deuses.”
As
narrativas míticas, desde suas origens remotas, foram transmitidas “oralmente
de geração em geração, evoluindo e se desenvolvendo ao longo do tempo até se
tornarem a base de muitas religiões” (BARTLETT). Tanto é assim que, em diversas
mitologias há narrativas da criação do mundo que procuram explicar como surgiu
o universo e os homens que o habitam.
Uma
dessas narrativas, muito interessante, é a de Pan-Ku, de origem chinesa, que
tem como base a ideia de “despedaçamento do corpo de um Deus”.
“Segundo
a tradição, antes da separação do céu e da terra, o Universo assemelhava-se a
um ovo gigantesco. Pan-Ku crescia em seu interior. Após dezoito mil anos,
subitamente despertou e abrindo os olhos não se apercebeu de coisa alguma ao
redor de si. Atordoado, tomou de um machado e girando-o com grande ímpeto,
conseguiu quebrar a casca do ovo, com enorme estrondo...
“Pan-Ku
continuava a desenvolver-se, tão forte e sólido, que sustentava o céu. Contudo,
chegado o momento em que estando firmes o céu e a terra, entendeu não ser mais
necessária a sua permanência na posição de eixo e assim deitou-se para morrer.
E metamorfoseou-se. Magicamente sua respiração transforma-se no vento e nas
nuvens, e sua voz no trovão. De seu olho esquerdo nasce o sol. De seu olho
direito surge a lua. Mãos e pés criam as quatro direções cardeais e as grandes montanhas. De seu sangue, o
milagre dos rios, e dos nervos os caminhos naturais. De seus cabelos e barba
criam-se as estrelas. De sua pele e pelos brotam árvores e outros vegetais. De
seus dentes e ossos eclodem as rochas e pedras preciosas, as pérolas e o jade.
E de seu suor, a fonte do orvalho e da chuva.” (FARJANI, 1991, p. 79-80, citando China, Lendas e Mitos, Roswitha Kempt Editores, Ching & Wei).
Na
mitologia hindu, a mesma ideia aparece: o mundo é criado a partir do sacrifício
(sacro-ofício, ou seja, “fazer o sagrado”) de Brahma.
Segundo
Bronilaw Malinowski, “nas civilizações primitivas, o mito desempenha uma função
indispensável: ele exprime, enaltece e codifica a crença; salvaguarda e impõe
os princípios morais, garante a eficácia do ritual e oferece regras práticas
para a orientação do homem. O mito, portanto, é um ingrediente vital da
civilização humana; longe de ser uma fabulação vã, ele é ao contrário uma realidade viva, à qual
recorre incessantemente; não é absolutamente uma teoria abstrata ou uma
fantasia artística, mas uma verdadeira codificação da religião primitiva e da
sabedoria prática” (FARJANI, p. 51).
REFERÊNCIAS
BARTLETT,
Sarah (texto da Internet).
FARJANI,
Antônio Carlos. A linguagem dos deuses
– uma iniciação à mitologia holística. São Paulo: Mercúrio, 1991.
SCÁRDUA,
Angelita Viana Corrêa. Entendendo os
conceitos de arquétipos, mito e símbolo. (texto da Internet)
domingo, 2 de junho de 2013
O BEM E O MAL
Todos nós, do ponto de vista psicológico, nascemos com dois impulsos:- um impulso de vida e um de morte. Portanto o impulso é algo inato.O instinto de vida é tudo que está ligado ao crescimento,desenvolvimento. O instinto de morte é tudo que está ligado a agressividade, destrutividade.
Um aspecto importante que também influencia, principalmente no início do desenvolvimento do aparelho mental do indivíduo é o meio em que vive. Se o meio ambiente,é acolhedor e afetivo, isso pode ajudar o individuo a se perceber como bom, ou corrigir possíveis distorções ou ajudá-lo a “conter” seus impulsos agressivos. Por outro lado se meio ambiente é hostil e (des)afetado a pessoa pode se “ver”, perceber como má e tratar os outros como ele sente que é tratado.
O que vai determinar como o aparelho mental do individuo vai funcionar é o quantum de impulso de vida ou de morte,que traz consigo desde o nascimento+os afetos recebidos, principalmente na infância (amor,ódio ou indiferença)+ as experiências vividas (prevalência de experiências boas ou más) = o que vai determinar que tipo de escolha a pessoa vai fazer da sua vida, se escolhas mais construtivas ou mais destrutivas, ou seja boas ou más, de vida ou de morte.
O nosso inconsciente é que determina o nosso comportamento é por isso que muitas vezes nos pegamos repetindo determinados experiências, sem nos darmos conta do porquê. Uma pessoa que namora um rapaz que a traí, ela descobre e termina com ele. Não demora muito tempo começa a namorar um outro e depois de um tempo descobre que ele também a traí. O que a faz repetir a mesma história? Fazer o mesmo tipo de escolha? É o impulso de morte que se repete, sem que a pessoa se dê conta. É preciso um trabalho psicoterápico para que a pessoa se dar conta desse aspecto, ou como os profissionais da área chamam de nó psíquico.
Há pessoas que fazem de migalhas banquetes, outras de banquetes migalhas. Isso não é a capacidade da pessoa de construir, ou destruir o que tem?
Célia Guedes
Célia Guedes
domingo, 12 de maio de 2013
"O BEM E O MAL'
"O BEM E O MAL'
O mal não existe, portanto ele nada mais é que a ausência do bem.
No homem o mal só existe enquanto ele não adquire consciência real da vida.
Enquanto estiver ignorante desta situação continuará a cometer atos equivocados,
digo não mal, pois conscientemente ninguém age mal e sim instintivamente, pois ainda não sabe
utilizar a razão.
Toda atitude má denota falta de inteligência, assim como toda atitude inteligente é
voltada para o bem.
Vamos então praticar o bem ou optar por ele, pois este é o caminho para evolução
e ai entramos no estado de consciência plena.
É muito fácil defender esta tese, pois um rápido estudo ou uma rápida reflexão sobre
o desenvolvimento do homem, desde o primitivo até o contemporâneo, notamos o quanto crescemos
no "BEM" tanto moral quanto intelectualmente.
Foram criadas muitas leis e regras de conduta e aperfeiçoando-as para uma melhor vi
vência no bem, a humanidade tornou-se mais compreensiva, mais tolerante e mais solidária no que
o bem pode contribuir para o progresso.
Os passos significativos das afirmações e que podemos observar com a criação da ONU,
Cruz Vermelha, médicos sem fronteiras, Organização Mundial da Saúde, Unicef, programas voltados
a educação, existindo um acompanhamento e cobrança para que os direitos a estes beneficios atinjam
todos os povos indistintamente, embora exista muita hipocrisia.
Hoje posso afirmar que sou melhor do que fui ontem, e que amanhã serei melhor que ho
je, e isto ocorre a cada um de nós.
Como se pode notar isto? Simples, todos nós que participamos desta oficina de leitura e
predispomos a estudar o tema "O Bem e o Mal" já podemos afirmar que tivemos um avanço no "BEM" ´
pois, aprendemos de alguma forma a distinguir o "Bem do Mal", ainda nos equivocamos, mas adquri
mos conhecimentos que nos transformaram e que a partir de então nunca mais seremos os mesmos
e estamos participando cada vez mais para que a ausência do "BEM" não ocorra.
Marilia 15/05/2012
Dirceu Gomes da Silva
O BEM E O MAL
Para abordarmos o tema de forma séria e compreensiva não podemos deixar de buscar os conceitos religiosos a respeito, pois são neles que encontraremos todos os princípios e toda forma de interpretação.
Deus é a representação do Bem legando-nos o Céu e a eterna felicidade. O diabo é a representação do mal, legando-nos o inferno e o fogo eterno.
Em pleno século XXI estes ensinamentos mitológicos não mais impressionam, pois sabemos que nossa felicidade nós mesmos é que temos que construí-la e que por nossa infelicidade somos os agentes responsáveis.
Sendo o homem aquilo que ele pensa, onde ele estiver levará consigo seu Céu ou seu inferno, pois a Justiça de Deus encontra-se em sua consciência, agir no "BEM" ou no "mal" faz parte de seu livre arbítrio; assim as Leis da Natureza serão para com ele implacáveis (leis de causa e efeito, ou de ação e reação).
A este respeito usarei algumas frases de efeitos pinçadas nas leituras que fiz sobre o assunto traçando alguns comparativos, onde pude observar que a causa de todos os males da humanidade encontra-se no egoísmo(Ego), e ele só enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a material e que ambos "bem e Mal" personalizam o amor que é libertação e o egoísmo, que é cárcere.
"O mal que nos fazem, não nos faz mal. O mal que nos faz mal e o mal que fazemos, pois nos torna homens maus."
"O Bem é tudo o que é conforme a Lei de Deus...Assim, fazer o Bem é proceder de acordo com as Leis de Deus."
"O mal é a antítese do Bem...O mal é tudo que é contrário a Lei de Deus...Fazer o mal é infringi-la."
"O Bem é a única realidade eterna e absoluta, o destino final da criação".
"O mal é apenas um estado transitório, tanto no plano físico, no campo social, como na esfera espiritual".
"O Bem é a substância intrínseca de tudo que existe".
"O mal é como a fogueira. Se não encontra combustível acaba por si mesma".
"O Bem é o movimento na escala ascensional para a Divindade".
"O mal é consequência da imperfeição humana sendo a geratriz de desequilíbrios, frustrações e insuportável solidão".
Oficina de Leitura
Marilia 17/05/2012
Dirceu Gomes da Silva
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- Nosso Grupo de Leitura atualmente apresenta a seguinte formação: Iraci - Existencia; Ivone - Inspiração; J.C. Caetano - Reinvenção; Dirceu - Questionamento; Orciza - Reflexão; Sonia - Articulação; Elci - Entendimento; Cássia - Cordialidade; Dade - Criação; Vera - Saudade; Simone - Aquela que ouve!





