sexta-feira, 30 de abril de 2010

Noite

Maria Ivone

Noite, escuridão, mêdo, ansiedade, desejos
Transgressão, luxúria e pecado
Sangue, desespero e morte
Condenação e expiação
Noite eterna

Força e debilidade em embate
Cativação, sedução
Domínio e servidão em acordo
Entrega total sem restrição
Morte e maldição

Fome e repressão
Sangue e culpa
Delicadeza e violência
Eternidade x instante
Tristeza e depressão

Vida Eterna passageira,
Imortalidade temporária
Beleza e horror
Símbolos inóquos
Fantasmagoria concreta

Imagem imaginária
Lobo ou morcego
Zumbi ou demônio
Anjo ,animal ou vampiro
Morte e libertação...

Resumo
O Ciclo sobre Vampiros, começou com filmes antigos “Nosferatu”, isentos de efeitos especiais, passou pela leitura de trechos do livro Drácula de Bran Stoker e evoluiu para filmes mais recentes, repletos de simbologia e detalhes visuais além de trilhas sonoras envolventes, onde a história se repetia , mas sempre mostrando novos detalhes.
Os pecados capitais estão presentes nas obras, assim como a condenação e libertação pelo sangue e proteção por símbolos sagrados do cristianismo.
A proteção pela cruz , pelo alho e a destruição pela estaca de madeira ou pela luz solar também são uma constante nestes relatos.
Os vampiros modernos são amaldiçoados também , mas podem conviver em paz com os mortais, bem como suportar a presença de símbolos religiosos e a luz do dia. Não necessitam matar para viver...
As maiores vítimas da maldição são os próprios vampiros.

Marília 31/03/2010
José Carlos Caetano
Oficina de Leitura
Ciclo dos Vampiros
UNESP-UNATI-Marília

Vampirismo

VAMPIRISMO

A crença em vampiros é muito antiga, remonta a época em que se descobriu que o sangue é a fonte da vida. Esta crença nos vampiros se espalhou principalmente pela Europa chegando a Romênia que é a pátria de Drácula.

O mito dos vampiros teve a origem na Transilvânia e se alastrou mundo afora. Este tema tem encantado as gerações, numa mistura de mistério, romance, sexo, ódio, sangue, religião, pecado e condenação.

Este mito tem sido divulgado na forma de livros, filmes, Internet e até de músicas.

O vampiro pode se transformar em animais, principalmente em lobos ou morcegos.

Segundo alguns o Drácula é o avatar do diabo, segundo outros, um zumbi ou morto vivo que só pode ser contido com ajuda de símbolos religiosos e outros apetrechos como alho, e água benta; e apesar de “imortal” ele pode ser destuido com estacas de madeira no coração, balas de prata ou exposto à luz do sol.

Sendo criatura da noite, sua imortalidade se reduz a atividades noturnas , quando sai na busca de sangue, atacando as vítimas inocentes e outras não muito.

"...Aquilo que transcende a racionalidade se torna um atraente caminho em busca do inalcançável, capaz de libertar o espírito do peso dos dogmas pré estabelecidos.''

Este tema tem sido bastante explorado até os dias atuais com a introdução de novas focagens , novos fatos e nos filmes e vídeos com o uso de muitos efeitos especiais , 3D e trilhas sonoras envolventes.

Atualmente existem dezenas de tipos diferentes de vampiros e seres híbridos com humanos, lobos e morcegos. As caracteristicas destes seres também sofreram mutações de acordo com a época , e as tendências sociológicas.

Refs.: http://www.gothznewz.com.br/magia/vampirismo/

http://ideal.andreluiz.vilabol.uol.com.br/vampirismo_espiritual.html

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,vampirismo-e-puro-sexo,418857,0.htm

Por José Carlos

Novo ciclo, novas experiências

Vampiros!


Alcançamos o momento em que ser eterno é o desejo oculto de muitos jovens e adolescentes. Inspirados pela crescente onda de publicações que chegam constantemente as livrarias, os leitores atuais sonham com as mordidas que irão transformar o momentâneo em eterno.
Mas quem são esses personagens que inspiram sonhos e alimentam delírios? Os vampiros contemporâneos são os mesmos que figuravam em lendas e mitos antigos?Com a proposta de estudar o personagem Vampiro, iniciamos mais um ciclo de debates na Oficina de Leitura.

As atividades propostas para o ciclo foram:

O vampiro no cinema:

Nosferatu - http://pt.wikipedia.org/wiki/Nosferatu,_Eine_Symphonie_des_Grauens
Drácula estrelado por Béla Lugosi http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9la_Lugosi
Drácula de Bram Stoker - http://pt.wikipedia.org/wiki/Dr%C3%A1cula_de_Bram_Stoker

A literatura

Drácula de Bram Stoker

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Amigo Secreto Oficina de Leitura 2009

A Oficina de Leitura após a visita ao Sebo para compra de livros, se reuniu na Orly para a confraternização entre os alunos e a coordenadora e para distribuição dos presentes dos Amigos Secretos. Infelizmente alguns integrantes não puderam comparecer.


















Encerramento das Atividades UNATI 2009

A Abertura foi feita pela profa. Simone de uma forma bastante descontraida, o que colocou os presentes muito à vontade!



O Encerramento do ano letivo de 2009 pela UNATI foi realizado na forma de um sarau, onde os participantes leram ou recitaram poemas e o prof. João Paulo apresentou músicas em companhia de seus alunos.

Foi um fechamento com chave de ouro. Parabéns a todos!













































sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Atividade do dia 16 de novembro de 2009.

José Carlos escolheu o poema As Meninazinhas, de Mario Quintana, para homenagear todas as meninas do grupo, principalmente a aniversariante do dia Maria Ivone.

As meninazinhas
Mario Quintana

Queridas unhinhas róseas... bocas
de úmida, fresca avidez
de onde todas as notas, loucas
querem fugir de uma só vez...
Olhinhos de água tão pura
que nada há que os espante...
Sensível narina aflante...
Inquieta mão que procura...
Indeciso quadril, mas já
com aquele femíneo encanto...
Sobrancelhinhas: um veludo...
Orelhas, dedinhos... Ah!,
nem queiras saber tudo quanto
elas prometem à vida...


Coube a cada um escrever, sozinho ou em dupla, uma “resposta”, um poema ou um texto retratando as mudanças aos 50, 60 anos, e ficou assim:

Mudança
Orciza

menina
mulher
paixão
sonhos
saudades


.....
Trinidade

Sair de várias fases
e caminhar para o oitenta
é caso de se pensar
e se preocupar
seriamente...


Anos
Sonia

Tinha cinqüenta
A vida brilhava
Hoje aos sessenta
O mundo é menor
Começam a aparecer as dores
dor das juntas, dos músculos
e apesar disso
espero com ansiedade
a chegada dos setenta
dos oitenta...



Transição 50 para 60
Dirceu e José Carlos

Até os 50 anos eu chamei todos por senhor e senhora
Após os 60 anos chamarei todos por você a toda hora.
Se a vida começava aos 40
Quem tinha esperança:
Para mim começa aos 60
Sou portanto ainda uma criança!


Ela
Maria Ivone

Cabeça, tronco, membros
Tudo em sintonia
Harmonia quase perfeita
O quadril já não oscila
Os olhos, ressaca de Capitu
Quem dera!
Amor, amante, revela
Tudo que da vida
Inda espera.



Dos 30 aos 40...
Denise Mesquita de Melo Almeida

Uma mulher se assenta
Identifica-se com trabalho
Se sente potente!
Engorda. Encorpa. Enfrenta!
Arrisca: se casa
Hum...Se agrada!
Respira aliviada...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Minha Infância

Queridos amigos, da OFICINA DE LEITURA, a propósito do tema INFÂNCIA,
empresto de E. Allan Poe as palavras necessárias para dizer a vocês um pouco do que foi minha meninice:

"Não fui, na infância, como os outrose nunca vi como outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar de fonte igual à deles; e era outra a origem da tristeza, e era outro o canto, que acordavao coração para a alegria. Tudo o que amei, amei sozinho. Assim, na minha infância, na albada tormentosa vida, ergueu-se, no bem, no mal, de cada abismo, a encadear-me, o meu mistério. Veio dos rios, veio da fonte, da rubra escarpa da montanha, do sol, que todo me envolviaem outonais clarões dourados; e dos relâmpagos vermelhosque o céu inteiro incendiavam; e do trovão, da tempestade, daquela nuvem que se alterava, só, no amplo azul do céu puríssimo, como um demônio, ante meus olhos.” E. Allan Poe.


SER COMO OS OUTROS, eu aprendi a ser mais tarde. Bem mais tarde. O MEU VER, ainda é um pouco diferente dos outros.
Antes era muito diferente. Onde outros viam formigas destruindo plantas, eu via uma multidão ocupada com o seu dever de casa.
Eu amava e ainda amo pessoas e coisas que às vezes não são bem quistas.
Ainda sou triste. Minha pouca alegria, vem de coisas simples.
Alegro-me com o canto dos pássaros, o barulho das águas e pedras, o sorriso dos amigos, coisas que para muitos não passa de tontice.
Assim como na infância, ainda amo sozinha, pessoas e coisas que só eu vejo – os sacis, por exemplo.
Meu bem e meu mal sempre vieram das minhas paixões.
Na infância, paixão pelo prazer infinito da meditação sob as árvores e a queda das águas da cachoeira. Paixão pelas sonecas em baixo dos cafeeiros, pelas brincadeiras sob a chuva e enxurradas. Gozo infinito me trazia o encantamento das visões cinematograficamente a mim mostradas, pelas nuvens transformantes, ora em anjos ora em assombrações.
Não posso fazer de conta que não me lembro com alegria e saudade, das brincadeiras com outras crianças. Ainda guardo os momentos felizes das rodas cantadas, do esconde-esconde, do passar anel, do jogo de versos repentinos e improvisados, do pular amarelinha, do brincar de casinha, rezar missas e batizados de bonecas. Também brincávamos de caçar passarinhos com arapucas, pescar lambaris com peneiras, amarrar borboletas com fios de linha e fazê-las voar, esconder gatinhos novos só pra ver a mãe gata resgata-los. Fazer corridas de laranjas nos barrancos, roubar melancias e espigas de milho em nossas próprias roças também era bastante divertido, desde que fossem consumidos longe de casa.
Mas eram as brincadeiras solitárias as minhas preferidas.
Correr pelo meio do cafezal pulando as leiras e os pés de feijão
Pular as cercas e ganhar o descampado correndo atrás dos atrevidos bichinhos do mato. Subir nas árvores em busca não só das frutas como do prazer imensos de comê-las lentamente longe de outras pessoas. O paladar e o cheiro delas nestas ocasiões são inigualáveis e inesquecíveis. Eram degustadas ao compasso do balanço dos galhos que muitas vezes se quebravam e me obrigavam a esconder os arranhões da queda. Tão bom quanto isso era brincar nas enxurradas das chuvas de verão e lambuzar-me toda de barro escorregando pelos barrancos molhados, mesmo sabendo que depois vinha as lambadas de levantar vergão.
Até hoje, me trazem um certo prazer, as lembranças das surras bem dadas, por causa do meu “tempo perdido” com divagações, exposição aos perigos de quedas, afogamentos e picadas de bichos peçonhentos bem como, uma pré-disposição aos esquecimentos das tarefas domésticas infantis. Deus queira que isso não seja confundido com doença ou desvio de personalidade.
Eis meus amigos, um pouco de mim.

Marília, 03 de novembro de 2008.
Iraci Pereira Mesquita de Melo.

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Nosso Grupo de Leitura atualmente apresenta a seguinte formação: Iraci - Existencia; Ivone - Inspiração; J.C. Caetano - Reinvenção; Dirceu - Questionamento; Orciza - Reflexão; Sonia - Articulação; Elci - Entendimento; Cássia - Cordialidade; Dade - Criação; Vera - Saudade; Simone - Aquela que ouve!

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