terça-feira, 17 de maio de 2011

O Cotidiano Revelado

O nosso dia a dia pode tornar-se uma sequência interminável de atos e atitudes repetidas e enfadonhas, fazendo com que a entediante rotina encurte mais o tempo, que é relativo. Os dias passarão cada vez mais rapidamente porque não haverá nenhum registro interessante para o nosso cérebro gravar.


Podemos constatar que, quando a gente viaja, o tempo parece passar mais devagar, tanto no deslocamento de uma localidade para outra, quanto ao visitar amigos e parentes. O cérebro fica feliz em ter novos fatos para registrar!


Entendo que uma maneira de frear o tempo é procurar fazer pelo menos uma ação diferente a cada dia, pois assim o cérebro ou a memória terá uma referência por dia e nesse caso uma semana terá pelo menos sete referências registradas.


O tempo sendo relativo, sua velocidade vai depender de cada um de nós. Ele será bastante rápido quando a sucessão de dias , meses e anos não apresentar nenhum fato digno de nota. Este fato não precisa ser um acontecimento mirabolante, mas apenas alguma coisa que nos alegre, emocione ou nos dê prazer. A emoção pode ser de alegria por alguma conquista, mas pode ser também de tristeza quando houver alguma perda (objetos, pessoas ou valores como amor próprio ou mesmo pecuniários).


As rotinas podem ser prazeirosas como por exemplo, comer, se divertir ou até tirar um cochilo ou mesmo dormir.


Pode-se ter num dia as mais variadas rotinas, algumas já automatizadas pelo uso contínuo;nestes casos, não se recorda o que foi realizado porque o cérebro as comanda sem o concurso de nossa intervenção.


Outras rotinas podem ser esporádicas e realizadas mais conscientemente; neste caso, será mais fácil a rememoração.


José Carlos


Marília, 11 de maio de 2011


Acomodação...

Cotidiano



Acomodação


Ah... monotonia


Redundância de ação


Que agonia


Organização


Ontem, hoje, todo dia


Tristeza, medo, depressão


Solução?


psicoterapia


Esperança ... viver


Pura alegria...



Sonia


Marilia 17/05/2011

Rotina e Cotidiano

Como diz o ditado que a água que corre nos rios “nunca mais será a mesma”, não se terá mais acesso àquela mesma água na qual se banhou..


Então, “O caminho já percorrido e conhecido, em geral trilhado maquinalmente”, na expressão do Aurélio, não será também o mesmo porque os pensamentos de cada dia não serão os mesmos; o segundo, o minuto, a hora, o tempo, o dia, o mês, o ano eram outros, o brilho solar outro. Pode-se até não observar estes detalhes, mas, temos a certeza de que tudo mudou e muito, em cada aspecto.


A lei de evolução e de progresso não dá saltos, caminha passo a passo.


Quanto ao cotidiano “de todos os dias”, se acaso o homem não mudasse, o que não é uma verdade, pois independente dele o mundo continua na sua dinâmica, cada dia a sua vez, todo instante muda, e em se mudando o homem muda junto.


Agora invertendo as situações, o homem mudando, que é o que realmente acontece, o mundo muda com ele, e se melhora. Os costumes criam leis, o conhecimento, e o progresso dá uma nova dinâmica na vida; é o que podemos observar que vem acontecendo desde os primórdios da vida.


Dirceu Gomes da Silva


Marília, maio de 2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

CICLO DO COTIDIANO

Trabalho do Grupo

Marília,10 de maio de 2011

"O ritual cotidiano que nos leva à repetição periódica de atividades pode produzir tédio e resultar em depressão. Já o automatismo pode trazer a paz ou a agonia, dependendo do grau de acomodação e medo do desconhecido. Entretanto, para sair do tédio e da depressão o melhor caminho é abandonar os velhos costumes e hábitos, bem como eliminar as atitudes desnecessárias ou negativas que nos aborrecem no cotidiano. Tendo ficado apenas com as atitudes positivas e ações que nos dão prazer, com certeza a rotina nos será mais agradável e leve.
O dia a dia por exemplo é um ritual: o café da manhã, ler à noite , ouvir o Jornal Nacional, fazer caminhadas, ir ao cinema aos sábados e domingos, comer coisas gostosas, comer com os amigos, tudo isso pode ser a medida do prazer.
Nunca se deve arrepender dos prazeres que a rotina traz, pois as lembranças do cotidiano das reuniões familiares, que constituem um modelo de rotina, podem trazer um dos mais puros sentimentos que é a saudade.
Por outro lado, a vida é sempre mudança. Como fazê-la para não ficar à margem? É preciso movimentar o corpo. É preciso alimentar a alma. É preciso ser do mundo e estar sempre nele. Se ficarmos à margem, de forma que não sejamos o leito, os rios não nos levam aonde é preciso.
Essa travessia, contudo, teremos que fazê-la em mesmos caminhos e diariamente... "

quarta-feira, 16 de março de 2011

É hora de deixar as roupas velhas!

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.

É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Autor: Fernando Teixeira de Andrade - 1946-2008 - foi um professor de Literatura

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Em Cafarnaum

Veríssimo – O Estado de S. Paulo 05/09/2010

1. E aconteceu que chegou a Cafarnaum a notícia de um homem que transformava água em vinho. O estranho homem estivera numa festa de casamento em Canaã, na província da Galileia, e ao ser informado de que acabara o vinho, mandara encher seis talhas de pedra com água, e transformara a água em vinho. E a notícia se espalhara por toda a região, e chegara a Cafarnaum.

2. E aconteceu que um homem "entrou na venda de Guizael, em Cafarnaum, e Guizael achou o homem estranho, e deduziu que aquele era o homem que transformara água , em vinho, em Canaã. E Guizael agradeceu a Deus por ter levado o homem a Cafarnaum, e ofereceu comida ao homem estranho: pão, peixe, coalhada e um copo de água. E Guizael piscou um olho para o homem estranho, e disse: podes transformar esta água no que quiseres, para acompanhar o jantar.

3. E o homem sorriu, e tocou a borda do copo com um dedo, e a água se transformou em vinho. E Guizael foi tomado de grande alegria, e disse: tens um grande poder. E o homem disse: ainda não viste nada, E tocou o pão com um dedo, e o pão se multiplicou, e o balcão da venda de Guizael se cobriu de pães, E O homem tocou o peixe,e os peixes também se multiplicaram. E assim aconteceu com os potes de coalhada. E Guizael exultou.

4. E Guizael propôs um negócio ao homem estranho. Uma parceria na venda. Ele multiplicaria os potes de coalhada, e os pães, e os peixes, e transformaria a água em vinho, e Guizael economizaria, na farinha dos pães e no leite da coalhada, e não dependeria mais dos seus fornecedores de peixes e de vinho. O homem só entraria com o seu dedo milagroso, e em troca teria direito a 20 or cento do faturamento da venda.

5. O homem sorriu e disse que sua missão era outra. Que estava no mundo para multiplicar o número de crentes em Deus, e para transformar não água em vinho mas o coração e a mente das pessoas, e que o único lucro que buscava era a salvação da humanidade. Trinta por cento, disse Guizael. O homem sacudiu a cabeça. Não se interessava pela riqueza, sua glória não seria deste mundo.

6. Fifty-fifty, disse Guizael, ou o equivalente em aramaico. E vendo que o homem hesitava, prosseguiu: aquela sua missão não acabaria bem. Mudar o coração e a mente das pessoas, o que era aquilo? Ele acabaria preso como agitador, talvez até executado. E sua pregação seria em vão. Seu sacrifício não mudaria nada. Mas se ficasse em Cafarrnaum e aceitasse a proposta de Guiizael, o homem teria uma vida longa e feliz. Cafarnaum não era o mundo, mas era uma um lugarzinho simpático, ótimo para se criar os filhos.

7. Eo homem aceitou a proposta de Guizael para ficar em Cafarnaum. E disse: sabes, claro, que isto vai mudar a história da humanidade. E disse Gizael: a humanidade não merece mesmo. E o homem sorriu, e tocou o copo com seu dedo outra vez, e trocou o vinho tinto em vinho branco, para companhar o peixe.









sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cristo Cósmico

CICLO DE LEITURAS SOBRE CRISTO

O seu nascimento é muito falado e comentado. O protagonista, os personagens e coadjuvantes deste fato são alvo de evangelhos, contos, ficções, filmes e novelas. Talvez Cristo seja o personagem mais citado no globo terrestre, tanto por cristãos como por adeptos de outras religiões ocidentais e orientais.

A infância , adolescência e juventude de Cristo são apenas conhecidas por especulações de escritores e ficcionistas. Pouquíssimos são os fatos citados nestas fases de sua vida.

Terá o menino, e o jovem Jesus tido a infância e a adolescência normal de todo o ser humano?

Não creio! Acho que desde de cedo ele tenha sido arrebatado (não imagino por quem) da família para algum tipo de treinamento filosófico, teológico e sociológico que durou todos os obscuros anos de sua vida.

Repentinamente surge o adulto Jesus pregando o reino que não é desse mundo, e que também não sei de qual é. Nossas religiões falam num Paraiso estranho, onde o ser humano estará totalmente descaracterizado, pois Lá não sentirá nada, nem fome, nem frio, nem dor, nem desejos, nem ódio, não terá mais os cinco (ou seis?) sentidos que conhecemos hoje, mas talvez somente o Amor. Será uma outra dimensão? Ou outro Universo que não podemos ora ver ou sentir ?

O Universo conhecido da humanidade tem se expandido de maneira espantosa, tanto no tempo quanto no espaço desde os primeiros conhecimentos astronômicos, de tal forma que hoje nossa mente não consegue mais mensurar o tamanho nem a duração do Cosmo.

O que será da humanidade quando o sol chegar ao final já comprovado de sua vida daqui há alguns bilhões de anos (aeons)? Estaremos viajando no espaço infinito na busca de outro lugar para habitarmos? Ou sucumbiremos todos? Ou apenas alguns escolhidos serão poupados e transladados para algures?

E se o próprio Universo findar? As teorias atuais falam num possivel universo pulsante, do “Big Bang” ao “Big Crush” e nova explosão e tudo começa outra vez num ciclo infindável no verdadeiro infinito (onde tempo e espaço , energia e matéria se confundem).

Se somos realmente filhos deste Deus citado por todos os monoteistas, não iremos desaparecer, pois o Criador não permitirá que as suas “humanidades” que habitam as muitas moradas do Pai não pereçam, por força de seu próprio poder.

Teremos condições de chegar a algum outro longinquo astro que ofereça possibilidade de vida tal como a conhecemos na Terra? Ou será que sofreremos mutações de tal forma que não seremos mais homens, nem mulheres ? Seremos apenas “espiritos” ou mentes desprovidos de corpo físico, ou algum tipo de energia psíquica coletiva que conviverá com outras “antigas humanidades”?

Portanto a vinda e passagem de Jesus por esta Terra deve ter um significado muito maior do que aquele que as religiões pregam. Jesus pregou o Amor em sua essência, e nós ao meu ver ainda não entendemos perfeitamente o que Ele nos quis ensinar.

Na época Ele falava por parábolas, parábolas que se inseriam no linguajar, costumes e entendimento do povo rude e ignorante naquele momento e ambientação. Como poderíamos traduzir com perfeição o que ele queria passar para os seus seguidores aos dias atribulados de hoje?

Hoje a Ciência fala num estranho linguajar onde a materia e a energia parecem-se mais com seres vivos, dotadas de inteligência própria e também de sentidos e desejos .

Falam-se em atração que não tem limites de distância , nem de tempo. Falam-se em amor entre partículas subatômicas. Falam-se também em sabores como propriedades destas partículas. Falam-se em multiplas dimensões, universos múltiplos e paralelos interligados por buracos negros...

O que a humanidade está fazendo em meio a isto tudo?

Já ouvi afirmações de sábios dizendo que um único elétron pode amazenar todo o conhecimento do Universo e mais, na proximidade de um outro elétron haverá trocas de energia e de registros (conhecimento) entre eles. Sharon afirma ter provado matemáticamente que o “espirito” habita um dos elétrons do corpo humano e este elétron contrariando o que os elétrons comuns fazem constantemente,nunca abandona o corpo a não ser na hora da morte.

As explicações tanto religiosas quanto da Ciência para as origens da Vida e do próprio Universo são muito esquisitas, mexem com nossa capacidade de compreensão e nos deixam com mais dúvidas do que certezas...

José Carlos Caetano

31/08/2010

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