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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ainda sobre espelho...

Poema Avesso, para ser lido no espelho, justamente para comprovar que o espelho nos mostra o inverso, o avesso de uma mesma coisa.

Bricolagem eletrônica: Orciza e Maria Ivone











O Espelho - Machado de Assis




O ESPELHO – Machado de Assis



O texto nos traz um grupo de intelectuais que se reúne para discutir um tema sempre atual: A natureza da alma.
Ao decidir a didática e estratégia de discussão para o grupo se revela, ele próprio, grande conhecedor do ser humano e de sua alma ou de suas almas.




Quando as pessoas são estimuladas pela curiosidade e até pela intriga ficam mais accessíveis e cordatas. Sabe-se também que quando desafiadas reagem de modo igual, por isso propõem o silêncio absoluto, sem apartes, para contar uma história que só elas conhecem e que talvez revele ao grupo a identidade do personagem e quem sabe da mulher "mal falada" na época.




Usando o espelho como metáfora, atinge em cheio o leitor de ontem e de hoje de modo intenso e admirável.
Além de conseguir platéia para expressar o seu pensamento sobre o que, como, quando, onde e como seria a alma humana, ainda faz uma critica severa aos intelectuais que se comprazem em usar a palavra como ferramenta de imposição de idéias. Idéias essas, que comumente se tomam inconsistentes e inúteis uma vez que desrespeitam as individualidades e dificultam o diálogo com as diversidades.




Para o grupo (Trindade, Beni e Iraci), em particular, o estudo do tema, bem como do texto machadiano foi rico em oportunidades para exercitar o hábito de ouvir e ser ouvido. Para conhecer e deixar de conhecer a relação de cada um com o espelho que, parece retratar o que se passa no interior e exterior de cada pessoa.
Sobretudo mostrou que a nossa Oficina de Leitura é um espelho, ora côncavo, ora convexo, ora inteiro, ora partido, mas que mostra sempre o interior e o exterior de cada um de nós.


Grupo: Iraci - Trindade - Beni

Bricolagem eletrônica: Dirceu e Caetano

O Espelho - João Guimarães Rosa




O ESPELHO - João Guimarães Rosa




Este texto de J. G. Rosa é uma interessante metáfora sobre a vida, que leva a um questionamento maior: em que consiste a vida? Você chegou a existir?
Diante da imagem refletida no espelho, inicia uma profunda reflexão sobre a vida e suas infinitas realidades, que interferem na imagem vista pelos nossos olhos em cada momento. O que reflete o espelho?
Busca, através do espelho, ver o "eu" (interior - alma), através de “mim" (“eu" exterior); ver além da imagem refletida, pois, os olhos “são a porta do engano". Realmente, espelhos amedrontam, pois, como portas do engano através de nossos olhos, podem refletir aquilo que não queremos ver. Sabemos que seria um despropósito pretender que psiquismo e alma se refletissem num espelho!
É uma interessante procura, porque mais profunda do que a simples imagem refletida do rosto "externo" que é fruto de inúmeros componentes e contingentes ilusivos: hereditariedade, presença do elemento animal, contágio com as paixões, efêmeros interesses, desordenadas pressões psicológicas transitórias,etc.
O espelho não é fidedigno e não reflete um rosto imutável. Prova disso, são os inúmeros tipos de espelhos com suas imagens distorcidas, propositadamente, ou não. Além das qualidades ópticas dos espelhos, ainda usamos máscaras moldadas que valem, a grosso modo, para esculpir formas, mas escondem o dinamismo fisionômico.
Guimarães Rosa defende a tese do mistério do espelho que, por isso, são para se ter medo. Considera tudo ilusão, baseado em conceitos preexistentes e modelos subjetivos.
Faz uma comparação curiosa entre fotografia e espelho: enquanto fotografia registra e eterniza o momento, o espelho apenas capta a imagem momentânea, passageira, fugaz. As Imagens não se repetem.
Enfim, Guimarães Rosa fez uma bela e instigante análise sobre este objeto que, não raras vezes, nos serve de interlocutor
Grupo: Antônio- Cássia- Elci- Hortência
Comentário sobre o autor : O escritor João Guimarães Rosa dedicou quase toda a sua vida para relatar a vida dos excluídos. Figuras como jagunços, malandros, prostitutas, loucos, crianças, pobres, e principalmente o sertanejo do estado de Minas Gerais, fazem parte de suas obras.
No dia 27 de junho foi comemorado o centenário do nascimento daquele que pode ser considerado um dos maiores escritores e pesquisador brasileiro. De acordo com a professora da Universidade de Campinas (Unicamp) e especialista na obra do autor, Suzi Frankl Sperber, “Guimarães Rosa foi simplesmente um autor fascinante. Aquilo que ele escreveu é belo, a pessoa pode entender ou não entender, mas se ela for lendo e, sobretudo, se ela o fizer em voz alta, ela ficará comovida”.
Extraido do site: http//:e-educador.com
Bricolagem eletrônica : Elci


OS ESPELHOS - Clarice Lispector



O que é um espelho? Espelho pela definição da física é um corpo de superfície polida capaz de refletir a luz. Mesmo fracionado, uma parte continua um espelho diferentemente de uma cadeira quebrada em que cada pedaço é apenas um pedaço de cadeira, cada pedaço de um espelho continua sendo um todo e reflete a mesma imagem desde que se projete nele.
O mistério ou magia transmitido vai além do que se possa dar a cada vez que se olhar, na profundidade ou na superficialidade com que se encara a imagem nele refletida; podendo ser triste ou alegre, bela ou feia. A grande magia é conseguir ou não querer conseguir ver além da imagem refletida; A imagem interior não refletida, não revelada quando se quer ou pode bloquear a imagem do eu não revelada; É uma alegoria para meditar na introspecção do eu.
E as pessoas deficientes visuais para que servem os espelhos?
É de se ter outra alegoria para poder revelar essa imagem refletida da alma que não se revela a não ser para si próprio na introspecção do eu.


Grupo: Inês- Vera- Orciza- Sonia
Bricolagem eletrônica: Orciza e Maria Ivone

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Nosso Grupo de Leitura atualmente apresenta a seguinte formação: Iraci - Existencia; Ivone - Inspiração; J.C. Caetano - Reinvenção; Dirceu - Questionamento; Orciza - Reflexão; Sonia - Articulação; Elci - Entendimento; Cássia - Cordialidade; Dade - Criação; Vera - Saudade; Simone - Aquela que ouve!

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